18.1.07

Religião x Cristianismo: Qual será sua escolha?

“O fim que perseguimos não é o relacionamento com Deus; mas a utilidade deste relacionamento. Nós queremos sentir de determinada maneira, experimentar vida de determinada maneira, desfrutar a realidade interna que mais queremos desfrutar. Em nossa cultura, e especialmente na espiritualidade pós-moderna, o evangelho foi reduzido a um “plano muito melhor” para experimentarmos bons sentimentos acerca de nossa vida que toda alma consciente anseia sentir. Nós desejamos experimentar uma vida de aventura, liberdade, paixão, beleza, significado, intimidade e valor. E em palavras que são tão cristãs, declaramos que isso tudo está disponível somente em Cristo.

Não enxergamos que temos substituído a religião pelo cristianismo. Temos desistido do dinheiro, da fama e do sucesso como a rota para a realização. Agora é Cristo. Por meio dele, podemos ser livres. Mas isso ainda é religião. Nós acertamos nossa vida de modo que ela funcione.

A troca foi feita. Nosso prazer pela vida, o qual nós sempre desejamos, tornou-se a prioridade. O prazer por Deus não é sequer levado em consideração. E a determinação pura de viver para Deus é marginalmente irrelevante, na melhor das hipóteses. Deus tornou-se nossa ferramenta, o meio preferido para atingirmos nosso alvo narcisista – o qual abre a possibilidade de que, se em determinado ponto julgarmos que ele não está produzindo, podemos escolher um caminho diferente.

Nossa versão de boas novas não mais justifica Jesus como o caminho para recuperarmos e desfrutarmos um relacionamento com Deus. Não enxergamos Jesus como nosso bilhete para a festa onde a Trindade está dançando.”

[Larry Crabb, em Conversa da Alma. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2004, p. 167].

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