23.5.07

Preces

Voltando da faculdade de bicicleta outro dia, pensei uma oração a Deus. Ainda no caminho para casa comecei a refletir sobre o ato de orar. Viajei mais ainda em minhas idéias e fui até a África, Iraque e outros lugares nos quais a vida não tem sido nada fácil. Foi ai que comecei a perceber o quanto nossas orações podem soar caprichosas aos ouvidos de Deus. Não sei como Deus recebe determinados pedidos, contudo, percebi que, em se considerando os pedidos dos pobres meninos do continente africano, o choro das mães iraquianas e das famílias que sofrem com a violência nas favelas do Rio de Janeiro, nossas preces chegam (em determinados momentos) a ser fúteis.

A palavra de Deus promete aos seus filhos provisão das necessidades. Não obstante, o que costumamos requerer de Deus vai muito mais além do suprimento de necessidades básicas, essenciais para se levar uma vida plena; nossos pedidos se assemelham às reivindicações desaforadas de crianças mimadas que não tem noção do que estão a desejar.

Com certeza, orar é sempre melhor do que não ter uma vida de oração, no entanto, buscar refletir sobre nossas preces é fator importante para a maturidade cristã e para o desenvolvimento do caráter de discípulo ao longo da caminhada. Por isso habituei-me a enxergar a Oração do Pai Nosso não como uma reza apenas, que constantemente realizamos em nossos cultos, mas, sim, como um modelo, um exemplo, de como devemos elaborar nossas preces ao Senhor nosso Deus, e nela é ensinado que “seja feita a Tua vontade, assim na terra como nos céus”, e não nossos caprichos acima de qualquer coisa.

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