27.6.07

Deputado teria mandado matar seu ex-aliado

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados deve analisar na quarta-feira uma acusação contra o deputado Mário de Oliveira (PSC-MG), que, de acordo com investigações da Polícia Civil do Estado de São Paulo, teria contratado um pistoleiro para matar o também deputado Carlos Willian (PTC-MG). Conforme a polícia, o deputado Mário de Oliveira, presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular, teria pago R$ 150 mil ao pistoleiro conhecido como Alemão para eliminar Carlos Willian. O caso foi transformado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

A suposta disputa se intensificou quando Oliveira não conseguiu se eleger senador em 2002 e Willian foi o deputado federal mais votado entre os candidatos da Igreja Quadrangular.

Por decisão de Mário de Oliveira, Willian deveria renunciar ao cargo para que em seu lugar assumisse o suplente Antônio Carlos de Moraes, vereador e pastor da igreja em Ipatinga. Ele acabou tomando posse, mas foi suspenso de todas as atividades que exercia na Igreja do Evangelho Quadrangular.

Em 2006, já longe da igreja, Carlos Willian se reelegeu. Na mesma eleição, Mário de Oliveira voltou à Câmara para o sexto mandato. Willian diz ter sido ofendido por Oliveira no dia da posse, em fevereiro de 2007, por isso, entrou com representação contra ele na Corregedoria e com um processo por danos morais. Em 14 de abril deste ano, o deputado do PTC pediu a Inocêncio de Oliveira (PR-PE), corregedor da Casa, urgência na avaliação do caso, por se sentir ameaçado.

Segundo o jornal Correio Braziliense, a tentativa de assassinar Willian teria ocorrido na quinta-feira passada, na MG-10, estrada que liga o aeroporto de Confins a Belo Horizonte. O deputado tinha ido de Brasília a Minas Gerais na comitiva do presidente Lula.

O plano para assassinar Carlos Willian foi descoberto pela Polícia Civil de São Paulo, que prendeu dois acusados acertando o crime dentro do shopping Osasco, na região metropolitana, na última sexta-feira. Em depoimento, um dos suspeitos, Odair da Silva, freqüentador da Igreja do Evangelho Quadrangular, disse que contratou o pistoleiro a pedido do chefe de comunicação da igreja, Celso Braz do Nascimento, subordinado de Oliveira.

Fonte: Terra Notícias

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