19.7.07

Os pastores e padres do Orkut e MSN

" Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. "

João 10. 14



No Messenger ou Orkut, nunca conversei ou encontrei alguém que se autodenominasse “Mecânico Fulano de Tal Oliveira” ou “Advogado Beltrano da Silva”. Mas é incrível a quantidade de pastores (e até padres) que, nestes veículos de comunicação, se autodenominam “Pastor Sicrano”, “Evangelista da Parapimboca” ou “Padre Tibirutabita”. Impressionante...

Pastor, padre, evangelista e qualquer outra palavra que denote uma vocação eclesiástica deve ser entendida como um reconhecimento de que determinado alguém possui tal dom. Diferentemente do que pensam alguns, os nomes dos dons ou vocações não se anexam aos nomes dos que os possuem (ou melhor, são possuídos pelo dom). Eu sou estudante e desempregado, nem por isso sou chamado de Estudante (e desempregado) Humberto Ramos.

Alegro-me em poder dizer que tenho o prazer de tratar o meu pastor pelo nome. Soa mais pessoal, mais próximo, mais saboroso enquanto relacionamento cristão. Pastor é o dom que o Flávio, meu pastor, possui; mas seu nome é Flávio.

Certa vez chamei um cara – na época pensei que tivéssemos alguma intimidade amiga – pelo seu nome. Ele, inacreditavelmente, requereu-me que o chamasse de “Pastor Fulano”. Foi uma pena. Ali, percebi que não éramos chegados, que não tínhamos tanto em comum, que éramos distantes. Afinal, um título – diga-se de passagem, que nada diz, porque o que diz são ações e práticas – estava entre ele e eu – um mero nada.

Ora, já conheci pessoas intituladas pastores, que, no entanto, nunca fizeram jus a tal título (e dom). Ao contrário, já estive com pessoas amigas que nunca solicitaram para si este título, mas que possuíam visivelmente o dom de pastor.

Dons, autoridade, fidelidade e confiança são coisas que não requeremos aos outros que reconheçam em nós. É ou não é! Tem-se ou não tem!

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