11.8.07

Caminhar faz bem, e eu indico!

Nada como começar o dia com uma boa caminhada. É bom sentir o ventinho frio das manhãs de inverno, o suor que pouco a pouco sai dos poros e aquele cansaço gostoso que vagarosamente toma conta do corpo, a vida acontecendo e pulsando dentro da gente.

Depois de uma noite quase não dormida – deitei-me já tarde e quase não preguei os olhos –, resolvi aproveitar meu estado de ânimo incontido (não conseguia me desligar) para experimentar um passeio e umas corridinhas tímidas ao longo da Avenida Dique, uma das maiores e mais belas avenidas de Pouso Alegre – talvez nem tanto assim.

Nunca havia experimentado a tão famosa prática da caminhada. Achei que já era tempo. Algumas pessoas (incluo-me neste grupo) tendem a render-se facilmente a uma vida sedentária. A rotina passa a ser assim: do banquinho que está em frente ao computador para o banco da mesa do café, da mesa do café para o banco do carro (bicicleta, no meu caso), do carro para o banco do trabalho, faculdade ou seja lá qual for banco. O lance é que deixamos nosso corpo atrofiar, cuidamos mal do presente de Deus a nós, e isso, mais adiante, pode nos trazer algumas conseqüências um tanto desagradáveis.

Decidi que vou continuar a despertar cedo para ver a vida acontecendo, as pessoas indo trabalhar, os pedreiros erguendo as casas, as criancinhas indo, ainda desacordadas, para a escola e o sol brilhando ainda meio sem graça no horizonte como se nos convidasse a aproveitar o dia com ele.

Minha real dificuldade será abandonar algumas madrugadas. Sim, porque descobri que tenho agora duas paixões. A madrugada e a manhã. Que dúvida fatal! A madrugada, posso compará-la a uma mulher atraente, sedutora e estonteantemente cativante que consegue prender a gente. É nela que leio os bons livros, assisto filmes interessantes e tenho excelentes conversas com amigos, pessoalmente ou pela internet.

Já a manhã é como mocinha recatada, com jeito de menina meiga, cheia de pudores. É propícia para a contemplação da vida, dos seres humanos, dos animais e da flora, que em Minas, diga-se de passagem, é linda. É verdade, é de manhã, bem cedinho, que os pardais vêm nos “perturbar”, os canários de meu pai louvam a Deus e as galinhas fazem um fuzuê no quintal.

Tudo em excesso é prejudicial. Contudo, todas as coisas em quantias certas e moderadas sempre têm sabor de “quero-mais”. Portanto, decidido está, vou aproveitar das duas. Ora, se na vida amorosa tenho que ser monogâmico (assim escolhi), neste dilema que vos conto hei de ficar com as duas paixões. Tenho certeza que ambas me satisfarão e não me trarão malefícios; pelo contrário, só benefícios.

Que quero com esta conversa? Nada. Nada além de contar minha boa experiência. Quanto a ti, sugiro que comece a pensar bem nisso tudo. Caminhe, acorde cedo, veja a vida e aproveite tudo quanto puder, com equilíbrio, é claro. Não desperdice os momentos, tente viver novas experiências, por mais simples que pareçam. Nisto tudo está a felicidade. Não espere que ela venha à sua caminha confortável logo quando você está acordando. Corra atrás dela, se quiser, caminhe ao seu encontro. O importante é não parar!

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