11.3.08

Domingo na Feira

Todo domingo em Pouso Alegre (MG), do lado da rodoviária, acontece a Feira Municipal. É um espetáculo belo de se presenciar. Por lá passam milhares de pessoas para comprar e vender produtos, em sua maioria produtos rurais. Podemos encontrar gente rica, gente pobre, gente que não é rico nem pobre; os católicos freqüentam a feira, e os crentes também, os espíritas não ficam de fora; e também tem aqueles que não são nenhuma coisa nem outra, muito pelo contrário. Todos vão lá!

Para comprar as melhores frutas, verduras e legumes, já dizia meu pai, temos que chegar bem cedinho, entre as 6 e as 8h. Particularmente, gosto de ir à Feira só para comer pastel de farinha de milho recheado com queijo e tomar cafezinho preto, é uma delícia! Mas tudo depende do gosto pessoal, afinal tem pamonha, churrasquinho de carne de vaca e de porco, bolo de prestígio, broa, rosca caseira e muitas outras coisas que agora não me recordo.

O que mais encanta é o sotaque da roça, o jeito faceiro de falar dos donos de cada quitandinha; homens e mulheres simples, de bom ânimo e que não dispensam trabalho. É só olhar na face de cada um para dizer de qual bairro do interior da cidade eles vêm. Uns do Pantano, outros do bairro dos Fernandes, tem gente do Cervo também, gente de tudo quanto é lugar, é uma mistura danada de boa de se ver.

Essa mistura toda me fascina, ali todo mundo parece ser do povão, todo mundo fica muito parecido, todo mundo parece estar tão em paz uns com os outros que acabo por esquecer que há diferenças tão abismais que nos separam no dia-a-dia.

Domingo na Feira é momento sagrado, momento de comunhão, re-encontro. O meu pai, que resmunga do preço de tudo para ganhar desconto, se delicia ao rever amigos; posso ver no seu rosto como ir à Feira é mais um lazer do que uma necessidade de reabastecer a dispensa.

Ah, eu adoro ir domingo à Feira. Domingo na Feira (com toda essa mistura gostosa), pelo menos aqui em Pouso Alegre, é a cara do Brasil!

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