6.9.08

Ordenação feminina

Não estou muito afim de discussões nestes dias – inda mais aquelas que se prolongam, prolongam, prolongam, bem... já sabemos, e não têm fim! Sem contar que o grande problema dos embates ocorrentes em qualquer lugar e sobre qualquer assunto é que, na maioria das vezes e para nossa infelicidade, nunca nos damos conta dos fatores decisivos que permeiam o debate.

O orgulho, o preconceito, nossas inclinações oriundas de nosso psiquismo (nossas manias, disfunções, traumas, etc.), tudo isso influencia uma discussão. E quando os debatedores não os levam em conta, a parcialidade impera, solapando a sensatez e a sobriedade imprescindíveis para que se encontre soluções razoáveis e conclusões saudáveis.

Uma questão suscitada outro dia – e eu estava presente – fora a legitimidade da ordenação feminina. Ora, um ponto ainda muito controvertido entre os cristãos de muitas denominações. Muitos aprovam; outros tantos não!

Para não me delongar, não vou citar versículos, não vou lançar mão de exemplos bíblicos de liderança feminina ou mesmo argumentar sobre a falta dela; no momento só tenho uma pergunta muito básica a fazer:

Porventura os dons citados nas cartas apostólicas de Paulo estariam restringidos apenas aos homens daquelas igrejas? Em outras palavras, será que somente os homens receberam o privilégio de serem agraciados com dons espirituais, ministérios, funções no corpo de Cristo? (Ou seja, não há mulheres com dom pastoral, de ensino, de evangelista, de serviço, cura e outros mais?).

Penso que a resposta que dermos a este questionamento servirá de base para a resposta que doravante daremos à questão da legitimidade da ordenação feminina.

11 comentários:

Marcos Vichi disse...

Olá Humberto,

Eu considero legítima a ordenação feminina ao ministério da palavra. Muitas já exercem o pastorado utilizando o título de missionárias em tantos campos pelo país.

Chego a pensar que um dos motivos, não admitidos, para que esta polêmica dure tanto tempo seria uma certa "reserva de mercado". Imagine quantos pastores despreparados poderiam ter o seu cargo ameaçado por mulheres dispostas a mostrar o seu valor no púlpito e no cuidado com as ovelhas?

Um grande abraço,

Marcos Vichi
http://compartilhandopalavras.blogspot.com/

Humberto Ramos disse...

Olá, meu caro!

Sim, pode ser isto "também". Penso que os fatores são diversos, inclusive o preconceito machista.

Particularmente, posso dizer que já fui severo em relação a ordenação feminina. Contudo, hoje vejo a coisa com muito mais leveza. Até porque já vi e convivi com mulheres simples, sinceras para com o Evangelho e muito esforçadas que postoreiam com maior diligência e talento do que muitos homens por aí.

É um tema interessantíssimo, e espero poder voltar a ele aqui em breve.

Em Cristo não há homem ou mulher, não acepções, somos todos filhos... e aos seus filhos ele distribui dons, assim creio!

Abraços fraternos!

Polêmica disse...

Eu não tenho nada contra a ordenação feminina. Uma mulher pode ter tantos conhecimentos bíblicos quanto um homem e como todos sabem, Deus não faz acepção de pessoas, só Ele sabe quais os critérios para entregar um ministério nas mãos de uma pessoa. Essa pessoa pode ser tanto homem quanto mulher!

Beijinhos!

Humberto Ramos disse...

Polêmica,

Obrigado por comparecer aqui.

Abraços.

Lissânder disse...

Continue escrevendo amigo. No fundo, no fundo, escrevemos para nós mesmos.
Abraço...

Humberto Ramos disse...

Meu caro, sim, é isso mesmo.

Espero ter forças para sempre continuar.

Abraços fraternos.

Bia disse...

Concordo com o princípio dos dons para responder a questão. Mas eu quero comentar é outra coisa... gostei do seu perfil :P Essas coisinhas que você lê são bacaninhas e o sonho da humanidade em sua completude... Uau! Sou super solidária. Abraço, moço!

Bia- Deus e a Menina

Humberto Ramos disse...

Legal, Bia!

Seja sempre bem-vinda aqui.

Abraços.

Gustavo Bianch disse...

A exclusividade da ordenação masculina ao sagrado ministério é, ao meu ver, estranha à universalidade da graça. Afinal, "não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" Gl 3.27-28.
Não quero ser simplista em defender um pensamento complexo em poucas linhas, contudo, temos que compreender que Cristo e seus discipulos agiram dentro de um contexto específico de patriarcalismo. Usar o argumento que Jesus não convocou mulheres entre os 12 é covardia. Se isso é base para legitimar a exclusividade masculina no ministerio, então pq não ordenamos apenas judeus? Afinal, Cristo não convocou nenhum discipulo de origem grega, isso significa que os gentios estariam dispensados do ministério? Obvio que não!

Fico por aqui.

Grande abraço

Humberto Ramos disse...

Gustavo, que prazer ter você aqui! Aliás, a gente não teve muito tempo para se falar pessoalmente em eventos da ABU. Mas tenho em mente a lembrança saudosa de quando nos falamos em Ipatinga.

Bem, as poucas linhas nem sempre significam pobreza de argumentação ou simplismo. E é o que pode ser visto no seu breve comentário – muito bem fundamentado, diga-se de passagem.

Fico feliz com a maturidade de suas palavras.

Abraços fraternos.

Késia Castro disse...

Nesse pouco de vida já vivida conheci muitas mulheres que usaram seus dons e foram instrumentos de Deus na vida das pessoas.. E dou graças a Deus por isso pq nenhuma delas esperaram por ordenação pra colocar seus dons em práticas...

Qual a diferença em ser ordenada ou não.. creio que podemos pastorear, curar, servir, e muita coisas mais pq é Deus quem nos dá os dons e nos capacita..

Mas ainda me pergunto que mal há em ordenar as mulheres, já que somos todos iguais perante o Pai?
Concordo com as palavras do Gustavo...

Abraços Beto!

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