30.3.09

Ele, Jesus

Um exímio psicólogo, um grande líder motivador, um grande mestre de moral e ética, esses e muitos outros adjetivos têm sido conferidos a Jesus, o carpinteiro pobre de Nazaré. Há sempre um grande fuzuê em torno de sua imagem, e o mundo literário tem se valido dela para lucrar com livros que tratam de suas mais distintas características.

Penso que o mercado editorial nunca se viu isento de alguma obra que abordasse a pessoa de Cristo. Exaltando-o, ou rechaçando suas palavras, não importa. Jesus tem sempre uma e outra obra dedicada a si.

Isso tudo me faz lembrar do que C.S. Lewis disse em um de seus escritos. Era mais ou menos isso: ou reconhecemos Jesus como quem ele diz que é, ou então temos três outras opções acerca de sua pessoa: em não sendo quem ele afirmou ser, certamente ele foi então um megalomaníaco, ou um lunático, ou, por último, o próprio demônio.

Ora, isso é o que me faz gostar tanto do C.S. Lewis, a perspicácia de seu pensamento. E ele é muito objetivo, sem deixar de ser profundo. Não é difícil de resolver tal problema. Basta que leiamos o Evangelho e revisitemos as palavras de Jesus. Qual ser humano saudável – não sendo o Filho de Deus, o Cristo prometido – afirmaria coisas tais como: “Eu sou um com o Pai”, “Ninguém vem ao Pai senão por mim”, aparentemente megalomaníaco. Ou mesmo: “Quem não comer a minha carne nem beber do meu sangue não tem parte comigo”, uma maluquice total, por isso um lunático. E tem também o aspecto dos milagres, um ser humano normal teria poder para tantos e tão gloriosos? Seria ele o demônio?

Eu não consigo aceitar nenhuma destas três alternativas. Apenas creio que Jesus era o Messias prometido, o redentor, o próprio Filho de Deus, o Deus Santo que decidiu encarnar-se, fazer-se pobre, pequeno e limitado por nossa causa, e que morreu por nós a fim de que tivéssemos acesso ao seu Reino.

Sim, ele é mesmo o maior psicólogo que já existiu, o maior gestor de pessoas, um grande mestre que nos ensinou a viver como gente, o maior de todos os rabinos... Mas não somente isso!

Ele é o Ungido de Deus, o próprio Deus! Assim eu penso. E você, o que pensa a respeito?

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Outras leituras:

Seguir Jesus
O Deus sofredor

2 comentários:

Carlos Zillner disse...

Verdade... eu li este trecho do Lewis...mto bom!

Inclusive me veio a mente exemplos dos que dizem ser o Filho de Deus...

O próprio Deus - Jesus
O lunático - Henri Cristo
O próprio demônio - No púlpito de muitas igrejas

Abraço

Humberto Ramos disse...

Carlos,

Obrigado pela visita. Seus exemplos foram precisos. Os que me surpreendem muito são aqueles que estão nos púlpitos, principalmente nos púlpitos cujas mensagens são gravadas e transmitidas via televisão e internet.

Esses têm arrastado multidões... infelizmente!

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