6.4.09

Lia Luft e Rubem Alves na privada

Hoje foi a vez da Lia Luft, mas há algumas semanas atrás o Rubem Alves é que esteve por lá. Espero que a Lia não se zangue, mas é que adoro ler enquanto estou na privada, não há nada mais relaxante, nada que me alivie tanto o estresse da vida agitada.

Vez e outra faço assim, mesmo no horário do serviço – nada que vá comprometer meu trabalho.

A coisa é bem lógica: esteja eu fazendo o que for, surgindo estas necessidades prementes, que farei senão ir satisfazê-las? Ora, e já que terei de gastar parte de meu tempo sentando em um vaso de cerâmica, por que não fazê-lo de forma mais aprazível possível?

Aliás, o próprio ato de evacuar carrega em si mesmo uma dose de prazer... (Àqueles que não pensam assim, meus pêsames, seu desprazer lhes acompanhará por toda a vida).

Retomando, a Lia não sei o que pensa, mas o Rubem Alves sei que não se importa nem um pouco de eu deixá-lo lá na pia do banheiro, ou mesmo em cima da privada (em cima da tampa da privada, quero dizer). Ele mesmo defendeu o que chamou de função pedagógica das privadas. Exaltando o caráter de prazer solitário e privado que está encerrado no nome “privada”; nome que hoje tem sido tomado apenas num sentido pejorativo. Caso ele saiba o que tenho feito com os livros dele, certamente daria uma risada e entenderia que apenas estou seguindo suas dicas.

Posso dizer que é uma excelente prática. Terapêutica, se formos pensar a fundo. E sugiro que todos experimentem. Ainda que seja apenas para um teste. Não vão se arrepender!

E mais: levem poemas, crônicas e contos. São os mais rápidos e a gente pode lê-los em uma sentada. Livros complexos não são recomendáveis. Geralmente não são conclusivos os seus capítulos, de forma que você terá terminado sua “obra” e não encerrado ainda a leitura. E cá pra nós: coisa chata é ter que voltar ao cotidiano da vida tendo em mente uma pendência literária, um capítulo mal-entendido, um trecho de leitura inacabada...

Não vou mais me delongar, a dica era apenas essa. Não quero correr o risco de você me levar à privada e não conseguir terminar a leitura, isso seria terrível (pra você, claro).

Apenas um pedido, se não gostar do texto (e caso o tenha imprimido para ler lá), não utilize o papel sulfite de sua impressão para limpar você sabe o quê. Isso também seria muito ruim, totalmente não recomendável. Escolha sempre papeis mais delicados para tal serviço. Ele, você sabe quem, agradecerá!

Boa leitura!

7 comentários:

Carol disse...

Meu velho e bom amigo humberto só vc mesmo pra expor tal coisa, fato é que muitos fazem, porém omitem, vc faz assume e indica, imagina o quanto eu ri né. Principalmente com a recomendação da higenização hauahuahuahua

carol

Humberto Ramos disse...

Oi, Carol!

É sempre bom receber seus comentários aqui no blog. Gostou é? Então, estou numa fase de transparência total...rsrsr

Ah, fala sério, no que se refere à leitura, tem coisa mais prazerosa que ler no banheiro?

Beijos.

Carol disse...

Transparente vc foi visceral.. Isso não se faz meu caro.
Eh ler no banheiro é bom mesmo hauahuhaua Aff não acredito que confessei isso.
Isso são os uns dos segredos mais íntimos de uma pessoa rsrs

Roger disse...

kkkkkk!

Alysson Amorim disse...

Sim; a privada exige algum autor conciso.

Recomendo um autor para os dias de caganeira: Augusto Monterroso, dono do menor conto do mundo:

”Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá.”

Humberto Ramos disse...

Alysson,

Toda indicação é válida. Afinal, até os códigos jurídicos têm me acompanhado ao troninho.

Abraço!

Jacque disse...

não há nada melhor que uma boa leitura na privada mesmo.. rsr

palavras cruzadas tbm são ótimas! histórias em quadrinho então... Putz!! nem me fale!

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