2.7.09

Esse incômodo véu

Já faz um tempo que o Estado francês tem revelado seu incômodo com o véu usado pelas mulçumanas domiciliadas em seu território.

O véu feriria a dignidade da mulher, segundo alguns políticos franceses.

Não penso assim, embora não seja um defensor do véu (e eu nem tenho nada a ver com isso tudo). A meu ver, tal posicionamento por parte dos líderes políticos franceses é fruto do securalismo agressivo que tem ganhado espaço no velho continente. Em 2004 a França já aprovou lei que proibia estudantes de usarem símbolos de religiosos nas escolas estaduais.

Vejo tais posições como retrocesso, um freio na evolução da democracia. Religião é algo de foro íntimo. Desde que suas práticas não firam aos Direitos Humanos, não deve ser tocada pelo Estado.

Não vejo em que o véu seja um atentado à dignidade da mulher. E mais: se de fato é um problema a ser resolvido, deverá sê-lo pelos próprios mulçumanos – e no campo das idéias. Quanto à alegação de que o véu não é um símbolo religioso, também isso deve ser decido pelo próprio povo islâmico.

As últimas notícias do que tem ocorrido no Irã nos mostra que os jovens do mundo islâmico tem opiniões próprias, inteligência e capacidade para enfrentar seus dilemas.
O mundo ocidental deve apoiá-los, isto é, interferir em sua vida cultural e vida sócio-política apenas na medida em que for requisitado.

Nada é mais precioso que a liberdade de um povo.

Meu amigo Luis também tratou o tema, veja aqui.

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