6.7.09

Palavrões

Reservei-me o direito de falar palavrão, e nem me bate culpa ou remorso. Xingo à vontade.Ou melhor, xingo o que quero xingar, mas sem chafurdar-me em um atoleiro de palavras chulas. Os nomes baixos são dignos de uma reserva necessária.

Não são nomes a serem usados cotidianamente. Até porque é feio demais ouvir quem quer que seja se desbocando. Por isso devem ficar guardadas tais palavras para o dia da batida do dedinho mindinho no sofá; para aquele gol cara a cara sem goleiro que a gente perde. Para aquele motorista imprudente que quase nos atropelou na faixa...

Se não for assim, os palavrões perdem o seu sentido de ser: catarse! Que, segundo o Aurélio, significa “liberação de pensamentos e emoções que estavam reprimidos no inconsciente, seguindo-se alívio emocional.”

Tornando-se tão comuns em nossos lábios, sua função terapêutica, aliviadora, se esvai totalmente...

2 comentários:

Roger disse...

Até que fim alguém me eximiu desta culpa.

Humberto Ramos disse...

sem remorsos rsrsrs...

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