23.12.09

Aquecimento global: em que "verdade" acreditar?



Desde que se começou a apregoar o aquecimento global de forma ampla e veemente, não ofereci nenhum tipo de resistência às declarações. Recebi de forma acrítica tudo o que chegava até mim sobre o futuro do planeta.

Há poucos dias, numa conversa descontraída, alguém ousou dizer que toda essa história de efeito estufa e suposto aquecimento era uma falácia, um engodo elaborado pelos países ricos a fim de se aproveitarem economicamente dos países pobres.

Recebi esta afirmação como uma das maiores heresias que já ouvi. Parece-me tão claro que de fato vivemos dias de transformações dramáticas. Contudo, pesquisando sobre o tema na internet e assistindo uma discussão relativa à Cúpula de Compenhague, pude ouvir opiniões bem fundamentadas que contrapõem com dignidade (sem apelos infundados) às declarações dos mais famosos relatórios sobre o clima elaborados nos últimos tempos, inclusive o documentário Verdade Inconveniente, de Al Gore.

Demorou um pouco, mas acabei percebendo que, como tudo nessa nossa vida complexa, há dois lados conflitantes nessa questão. E o que é pior: cientistas militando nas duas pontas. Aqueles a quem certamente chamaríamos para tirar a prova, para testificar a verdade, os portadores das palavras finais... Não podemos ficar tão seguros. Eles divergem entre si! E pelo que ouvi, há caras muito bons em ambas as pontas desse cabo de guerra.

As opiniões dos que acreditam no aquecimento do planeta já sabemos com fartura. Agora, o que dizem os cientistas do outro lado é que deve passar a nos interessar. Declaram que de fato não há um aquecimento considerável, alguns até mesmo que não há aquecimento. Outros, embora do mesmo lado dos que se opõem àquilo a que chamam de sensacionalismo ambientalista, até acreditam no aumento das temperaturas, mas sustentam que isso tudo faz parte de um ciclo natural pelo qual a terra sempre passou e passará, não havendo o que fazer.

Bem, não tenho conhecimento na área para discorrer com profundidade. Só sei que ouvi e li coisas do tipo. E sei mais: tudo isso gerou em mim um tremendo desconforto. É complicado não ter conhecimento básico forte o bastante para se posicionar. Ficar em cima do muro esperando a vitória de algum dos lados nem sempre é reconfortante.

Não obstante, enquanto não sei qual dos lados está totalmente certo, continuo pesquisando e, valendo-me do meu direito ao chute, desconfiando que estejam mais próximos da verdade os que dizem estarmos num processo quase irreversível de destruição da vida na terra.

Uma coisa acredito e dela tenho convicção profunda desde a minha alma. Esse planeta deveria ser cuidado como um jardim, um sinal do amor de Deus para conosco. Nossas escolhas pecaminosas nos levaram à sua deterioração. Mas Deus não desistiu do seu jardim, nem de nós como seus jardineiros. Na realidade, até mesmo a criação espera com ardência a redenção manifesta na vida dos filhos de Deus, e geme com dores de parto nesta espera (Rm 8. 17-23).

Pois bem, aqueles que se vêem redimidos, filhos e amigos de Deus em Jesus Cristo, esses sabem o que devem fazer, com ou sem qualquer argumento científico.

2 comentários:

Descanso da Alma disse...

Humberto, estou passando nos blogs amigos para desejar um natal de felicidade e simplicidade, do Deus que se fez simples por nós, justamente para que pudessemos re-encontrar o caminho da simplicidade da vida e com isso termos novamente plenitude que provém do Pai.

Paz e bem

Humberto Ramos disse...

Mano, Obrigado!

Forte abraço pra ti e felicidades!

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