17.8.10

Amigos, pero no mucho

A respeito do episódio no qual o Caio Fábio critica ferozmente os entrevistados pela Revista Época, que tratou dos “Novos Evangélicos”, fiquei com algumas perguntas. Algumas delas eu fiz no Teologia Livre, do meu amigo Roger; outras eu deixei postadas no Pavablog, do blogueiro Sérgio Pavarini.

Agora faço uma aqui: o Caio diz no vídeo que a “suposta” liberdade que ele tem para chamar os caras de “bundões” vem da amizade têm com eles. Seriam seus amigos, conhecidos dele...

Essa afirmação é, no mínimo, digna de estranheza. Pois se há alguma amizade aí, por que o Caio não ligou pessoalmente para os caras? Por que ele sempre dá recadinhos pelo seu site? Ora, ele sempre diz que “olha no olho”, “fala na cara”, “se encontra com quem for preciso”. Uai, porque não pegou um avião e não foi em São Paulo falar com os caras?

Recordo-me de quando o Ariovaldo Ramos emitiu algumas opiniões acerca do Caio e do Caminho da Graça para o Na frequência, e na ocasião o Caio também escolheu a internet para revidar. Lógico, ele ressalva sempre que é amigo, mas não é amigável o tom que se percebe nas suas declarações. E mais, quem estranha seu jeito, ele chama de frouxo, medroso, etc. e tal. Ou seja, tem que ser todo mundo que nem ele: machão!

Quando do episódio em que o Robinson Cavalcanti elaborou uma árvore “genealógica” comprovando que seu episcopado é legítimo e provém do episcopado histórico resguardado pela Igreja Anglicana e pelo Catolicismo, o Caio Fábio também deu suas alfinetadas no seu amigo de anos e anos.

Não consigo entender. Quanto mais penso e escrevo, fico pasmado. Por que não ligou? Por que não visitou? Por que não enviou um e-mail para informar-se a respeito da atitude do cara?

Infelizmente, durante muito tempo defendi o Caio dizendo que ele não era um amargurado. Fiquei envergonhado depois desse episódio. Infelizmente, ele está mostrando totalmente o contrário. Revela-se como um cara azedo que, conquanto diga ter se afastado do meio evangélico, não consegue na prática se apartar dele.

Antes de mais nada, já quero deixar bem claro que não adianta ninguém vir dizer que eu só tenho coragem de falar isso aqui na net. Estou sem grana e sem tempo para viajar, portanto se alguém quiser falar comigo pessoalmente, eu moro em Cuiabá. Envia um e-mail que passo telefone e endereço! (rs)

Ah, espero que o Caio não fique bravo com esses questionamentos. São perguntas amigáveis de quem é irmão, está distante e sem contato com ele, e não é seu amigo. Porque amizade é coisa profunda demais pra gente desenvolver à distância, ok?

9 comentários:

Meire disse...

Sabe o que isso tudo me lembra?
Ki Plá Plá Plá kipalabassurionder rá...

Isso é língua estranha Beto, não tente entender, pois essa é lingua estranha à amizade.
Eu nunca que tomei uma coca cola com vc, te conheço apenas por fragmentos que recolho pela blogosgera, jamais teria coragem de falar naquele tom sobre você.
Posso listar uma porção de defeitos e vícios que tenho, porém nunca abri mão da lealdade.

Amizade sem lealdade e respeito não pode ser amizade, simples assim.

Humberto Ramos disse...

Meire, é isso mesmo! Respeito é bom e todos nós gostamos.

Amizade é coisa séria e não há meio termo, ou somos amigos ou não somos. Não temos que usar a palavra amigo como argumento para validar nossas críticas e dar a elas um tom de familiaridade para com a pessoa criticada.

Abraços!

Rubinho Osório disse...

Infelizmente, Humberto, o tom que vc menciona é muito utilizado por cristãos para se referirem a "irmãos" com os quais tem divergência. Vc encontra esse tom pessoalmente agressivo, ofensivo, humilhante, menosprezante em textos de Nicodemus, Norma e outros "defensores" da fé verdadeira.
É tão difícil separar a crítica à ideias da crítica às pessoas, não?
Infelizmente...

Roger disse...

Beto,

outra coisa que Caio deixa transparecer é a idéia de que os caras deveriam VIR, CHEGAR, e mostrar para ele a revista(pedindo a bênção ou a aprovação??).

Como vc lembrou os programas dele são um monopólio. Às vezes dá até constrangimento para os caras que se sentam ao redor dele...

Caio junta-se à galeria da fama ao lado de Dunga.

Abraços,

Roge

Humberto Ramos disse...

Rubinho,

Exatamente isso. O tom utilizado pelo Caio neste caso específico, em outras palavras, é o mesmo do qual se vale a ala fundamentalista da igreja.

Roger,

O Papo de Graça, salvo algumas exceções, quando leva algum tema polêmico, parece um UFC intelectual, no qual o Caio sempre nocauteia os caras que comentam via internet e os que estão ao lado dele na roda... rsrsrs

Abraços!

Jacqueline Emerich disse...

Queria ser bundona também! hahaha
Se eu fosse metade bundona do que esses bundões são... já ficava feliz! hauhau

O Caio tá louco coitado.. surtou.. síndrome de Messias. "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai se não por mim"..

Humberto Ramos disse...

Jacque,

O Caio Fábio é o nosso Hugo Chavez da Religião, fala, fala, fala... e quem fala demais, geralmente erra demais.

Gilmar Jorge Rau disse...

Humberto, morro em Cuiaba tbm, faça contato se possivel, 65-8423-9706 ou gilmarrau@hotmail.com.

Na questão do assunto Caio acerca da revista, eu creio que a gente ja deve estar acostumado com ele, veja bem que foi indagado a respeito, na verdade não que ele mesmo decidiu escrever ou pregar sobre isso, então respondeu o que para ele é verdade.

Agora, confesso que eu não daria conta disso, mas tbm confesso que fiquei decepcionado, ainda pra mim esta sendo suportavel, e eu perguntaria a ele se me fosse possivel acesso, se nunca se arrepende ou reconhece quando pisa na bola!
Abraço mano...

Marcos Vichi disse...

Eu sempre gostei de ler e ouvir o que o Caio Fábio dizia. Mesmo depois dos problemas que ele teve, continuei acompanhando o site e algums programas que ele apresenta na internet.

Este tom amargurado que ele adotou me incomodava um pouco, mas eu pensava: para quem sofreu as pressões que ele sofreu, é compreensível que sobre alguma sequela.

Assisti a este programa dos bundões e não gostei. Concordo com a definição do Humberto: ele tá bem parecido com o Hugo Chaves.

Se eu utilizasse o twitter, iniciaria a campanha: "¿Caio, porque no te callas?"

Um abraço,

Marcos Vichi

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