3.8.10

Chega de molecagem!

Acabei de ler o blog do Quesada (esportivo). Ele tem boas ideias acerca de como investir melhor nos craques da bola, a fim de que – esperamos! – os jogadores de futebol passem a ter um pouco mais de cabeça para pensar além de pernas para chutar!

Diga-se de passagem, para quem não está informado das últimas, o comentário foi feito após os acontecimentos escandalosos envolvendo jogadores alguns do Santos. Navegando na internet, com a webcam ligada, chegaram a ofender um torcedor e fizeram piada até mesmo com o Robinho.

Antes do texto, mais uma palavrinha. Está na hora de parar de tratar os jogadores do Santos como meninos, crianças, ali só tem homem barbado. Eles precisam ser chamados na “xinxa”, cobrados no nível do salário que recebem, do respeito e admiração que arrancam da torcida em campo! Se a coisa não mudar, eles continuarão se escondendo atrás dessa suposta e irresponsável “molecagem”.

Que tal uma escola ?

O tempo ocioso dos jogadores de futebol talvez explique o episódio envolvendo os garotos da Vila. A rotina de treinos, jogos e concentrações é sempre a desculpa para dizer que não dá para conciliar a vida profissional com os estudos.

Os clubes fortaleceram ao longo dos anos esta tradição nefasta. Não tomaram nenhuma iniciativa e quando fizeram, logo ouviram dos jogadores que ¨não dava para fazer tudo ao mesmo tempo¨.

Mas é possível estudar além de rezar na concentração, ficar horas na internet ou ao telefone, ouvir música e jogar videogame. Sei lá... estudar a língua portuguesa para se comunicar melhor com os jornalistas e torcedores, um pouco de inglês ou espanhol para saber se comportar quando for atuar no exterior e não ser enganado.

Quem sabe um curso de administração, direito ou comunicação para quando pendurar as chuteiras, virar um dono de um bom negócio, um advogado que conheça as leis ou até um comentarista de futebol.

Dinheiro não é nenhum problema, certo? Uma desculpa a menos. A fama dos campos dariam a eles cursos grátis, sem ônus, ao contrário do cidadão comum, obrigado a trabalhar muito e fazer mágica para pagar os estudos.

Mas para alterar a cultura ¨jogador é pra jogar e não pra casar com a nossa filha¨, é necessário mudar a cabeça dos pais dos jogadores que não imaginam que um dia tudo acaba, daqueles que dirigem os clubes e são desmazelados com o futuro dos craques e das companhias nem sempre positivas, na maioria das vezes interesseiras e nada interessantes.

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