17.2.11

Adeus, Fenômeno!

Ronaldo se foi. Partiu! E com ele se foi a beleza de jogadas mágicas. O talento sucumbiu às leis da física. Tudo passa. Tudo que é bom tem um fim. E dói. É triste. É lamentável. Gera saudades.

Perseguimos a beleza. Na pintura, na música, na literatura, no esporte, não nos cansamos de tentar criá-la nem de encontrá-la. No campo, nada mais belo que dribles desconcertantes, pinturas em movimento. Nada mais belo que oportunismo malandro, toques refinados e a ousadia destemida.

O consolo da despedida está na inexplicável e constante revelação de talentos futebolísticos. No Brasil, de tempos em tempos surge um craque, um monstro da bola. E não somente da bola. Em diversos esportes temos sido os primeiros, os mais habilidosos, os mais belos.

Beleza, magia, encanto, nessas coisas buscamos consolo e prazer... Aliviamos nossos sofrimentos na poesia das expressões extraordinárias. Distraímo-nos com o talento alheio, a arte criada pelo outro. E sobrevivemos. E vivemos acreditando em superação. A mesma que faz com que atletas suportem a dor de seus limites.

Como os atletas, esperamos também vencer as intempéries da vida, os obstáculos, transpor nossas restrições.

E que assim seja! De preferência, com um toque de beleza artística.

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