11.2.11

Rock Nacional em declínio(?)

Resolvi dar uma garimpada nos álbuns musicais que tenho em meu computador, reencontrei-me com algumas bandas das antigas. Deparei-me com o trabalho Ao Vivo de 2005 do Biquine Cavadão, gravado em Fortaleza. E depois com outros álbuns de bandas que integram a história do Rock Nacional.

Sempre curtindo Rock pesado, antes minhas garimpagens se davam em outros terrenos. Especialmente o das bandas internacionais vindas do norte. Talvez por isso nunca tenha valorizado as bandas brasileiras que faziam um som mais leve, mais pop.

Hoje, assistindo o declínio da música Nacional, e trato agora especialmente do Rock, vejo quanta falta fazem essas bandas. Aliás, não sei dizer se o Rock é que caiu de nível ou se a mídia e os ouvintes é que desceram tão baixo. Visto que há ainda muitas bandas de qualidade atuando, mas só que no cenário underground; longe das rádios e programas de tevê.

Bandas como Biquini Cavadão, Legião Urbana, Plebe Rude, Lobão, dentre outras de menor expressão, conduziam a juventude à reflexão. Como disse o vocalista Bruno, do Biquini, no álbum de 2005, música se faz com a cabeça, com sentimentos, com coração, e não com a bunda.

Fora a bundalização sempre presente na música brasileira depois da década de 90 (promovida pelos grupos baianos de axé), hoje o Rock adolescente é que ocupa o maior espaço na mídia.

Aquela sonoridade com letras instigantes, conteúdo de denúncia, indignação, às vezes cheia de revolta, às vezes cheia de poesia, absolutamente compatíveis com o momento vivenciado pela nação, quase não se vê!
Óbvio, queremos também música para entretenimento, diversão, curtição. Contudo, na mídia só há espaço para isso. É o sinal da apatia que toma conta de um país no pós-ditadura.

O pior de tudo é que se foram, juntamente com o sofrimento provocado pela repressão, a poesia e a beleza artística. E o que se vê aí se dizendo representante do Rock Nacional não tem nada a ver com a ousadia impetuosa característica desse estilo. São adolescentes extravagantes que não têm mensagem alguma, com um som de qualidade questionável, falando de amor como se falassem de refrigerante.

São os sinais dos tempos. E eu devo estar ficando velho... Enfim, viva a democracia! Viva a nossa liberdade tão sonhada! Viva a música e viva o bom e velho Rock”n”roll!

3 comentários:

deuseamenina disse...

Concordei.

Humberto Ramos disse...

Obrigado! rs

Felipe disse...

Fora que hoje a masculinidade é algo cada vez mais ausente no Rock nacional.

Na boa, muitas dessas bandas parecem umas meninas cantando...

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