27.7.11

Pérolas aos porcos


Ultimamente tenho percebido o quão tolo tenho sido em minha vida no que se refere a alguns aspectos. Sempre acreditei que as pessoas pudessem ser convencidas pelo diálogo e influenciadas a fim de se tornarem seres humanos melhores. Acho que me superestimei, em algum momento passei a imaginar que meus discursos fossem irresistíveis e capazes de trazer qualquer um para o meu lado. Besteira! Talvez tenha errado ainda mais imaginando que eu mesmo estivesse me tornando uma pessoa melhor...

Ainda que esteja convicto de que posso oferecer algo a alguém, estou aprendendo a me convencer também de que ditados como “não jogar pérolas aos porcos” e “não gastar saliva à toa” têm seu sentido de existir e podem ser muitíssimos valiosos.

Não há nada mais frustrante de que entrar em um diálogo, gastar horas tentando convencer alguém acerca de uma coisa e no final encerrar a conversa no ponto do qual ela foi iniciada. É algo brochante. Ora, não que eu pense que nosso conhecimento pessoal não deva ser oferecido, o lance é que devemos ser econômicos. Economizar tempo e energia não falando com gente que de fato não está interessado em nossos pontos de vista, não tentar ensinar quem não pediu para aprender nem insistir com quem teima em alegar aquilo que você já contrapôs diversas vezes.

Algo é certo: só aprende a ler quem deseja, só busca cura quem se reconhece doente, só alcança conhecimento quem possui curiosidade. E não adianta tentar salvar doentes que não se vejam como tais, talvez seja necessário que adoeçam um pouco mais a fim de que busquem ajuda.

É difícil, mas a gente aprende. É difícil, mas considerar que o outro pode ter sua própria opinião – ainda que acreditemos ser equivocada – é postura de humildade e grande honradez. Talvez eu ainda esteja engatinhando nesse quesito!

Nenhum comentário:

Related Posts with Thumbnails