20.1.12

Oração e silêncio...


Acho que já li tudo o que precisava a respeito de oração, meditação e silêncio. Não que não possa aprender coisas novas sobre o tema, mas certamente tenho o que é necessário ao menos para começar a praticar. E quando digo começar, não significa que eu nunca faça, não me silencie, não ore nem medite.

Minha relação com esse tema é bastante conflituosa, assim como o é em relação a muitos outros. Mas de forma especial, ela diz respeito principalmente à minha (in) capacidade de disciplina e concentração. Por algum defeito, que não sei exatamente qual (embora tenha muitas pistas), minha estrutura mental e emocional me submete a níveis exagerados de ansiedade e falta de concentração. Talvez eu seja um hiperativo, ou outra coisa similar...

Isso tudo não é desculpa para minha negligência às disciplinas espirituais mais famosas da vida religiosa – de forma especial, muito relevantes para a cristandade. Não obstante, tenho consciência da minha responsabilidade. Posto que a ausência de tais práticas impeça a mim mesmo de chegar onde quero. A tristeza de não conseguir estabilidade em tais exercícios se dá justamente pelo alívio, prazer e paz que me proporcionam quando neles me imirjo. O sentimento de derrota por não exercê-los é o mesmo que me toma por não conseguir caminhar toda semana ou não praticar algum esporte (coisas as quais me conferem prazer e, penso eu, saúde). 

As leituras podem me orientar, mas são apenas o cardápio. Preciso começar de fato me alimentar. Ao mesmo tempo, preciso mesmo aprender a fazer minha própria comida. Encontrar sustento por mim mesmo é bem mais importante do que conhecer todo o menu ou todas as rotas que ensinam a chegar ao refeitório.

Já escrevi sobre tais coisas antes, já havia mencionado tanto as alegrias quanto às tristezas a respeito desse assunto. Conversar mais uma vez sobre isso significa apenas que não desisti de tentar, de que não pretendo desistir e, a bem da verdade, que tenho progredido e isso me deixa muito motivado. Autocontrole é algo ao qual tenho me dedicado e, por graça de Deus, tenho obtido excelentes resultados.

Quanto mais autocontrole possuo, mais consigo me deleitar na oração. E quanto mais me dedico a ela, mais autocontrole me é concedido. O bom de tudo é que não tenho me afligido pelas muitas derrotas, mas me alegrado pelas pequenas vitórias. Os passos são às vezes curtos, porém firmes e com certa constância. E mesmo que não sejam tão frequentes, sei que não estou parado.

Sigo tentando, sigo orando, às vezes meditando e, quando posso, silenciando-me a fim de conhecer a mim mesmo diante da vida e diante de Deus.

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